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Vai um lanchinho aí?

A comida de rua está com roupa nova. Os carrinhos foram substituídos por kombis, vans, furgões, e agora o hot dog, o hamburguer e até o pastel ficaram “gourmetizados” graças à onda food truck. Disseminada por todo o país, a moda tornou-se opção a empreendedores que sonham ter um restaurante ou lanchonete, mas não possuem capital nem estrutura necessários. Porém, antes de se aventurar a rodar por aí, é importante pesquisar muito, alerta o chef Cadu, idealizador de O Burguer, especializado em carnes e hambúrgueres artesanais.

Formado em gastronomia, Carlos Eduardo Alves, 30 anos, passou a participar de feiras gastronômicas utilizando barracas. E embora o produto tenha sido bem aceito, a logística ficou inviável. Então, resolveu, ao lado dos sócios Felipe Correia e Marcelo Alves, investir na hamburgueria itinerante.

“É um tipo de gastronomia que está em alta. Mas é importante analisar o público para quem quer vender e fazer um preço justo. Há quem queira comida rápida por um preço baixo, e pessoas atraídas porque gostam de gastronomia e sabem diferenciar produtos e ingredientes requintados”, analisa.

Entre as vantagens apontadas por Cadu, ter um food truck é a chance de entrar em um negócio com mercado em franca expansão. “No Brasil há muito espaço para crescer, principalmente quando se fala de legislação. Ainda não há, em muitos lugares, leis específicas para a comida de rua. Mas com essa crescente, aos poucos o poder público vai permitindo maior atuação”.

Para investir em food truck, o custo inicial pode variar de R$ 40 mil (kombi ou trailer) a R$ 200 mil (caminhão ou mini-container). Além disso, é necessário fazer um curso de boas práticas de manipulação de alimentos e passar por uma inspeção na COVISA (Coordenação de Vigilância Sanitária). Estes itens permitem atuar em espaços privativos. Já para garantir um ponto de rua fixo, é preciso obter o Termo de Permissão de Uso (TPU), documento liberado após concorrência na subprefeitura e mediante pagamento de 10% a 15% do valor do metro quadrado da região. Em São Paulo, a prefeitura divulgou uma lista com mais de 700 pontos autorizados a comercializar comida de rua. Outros custos incluem local para guardar o carro, manutenção e limpeza.

Se você ficou interessado em investir em comida de rua, fique atento a alguns pontos importantes:

- Converse com quem já atua neste mercado e busque o máximo de informações

- Invista em produtos de qualidade, e tome todos os cuidados com higiene e conservação de produtos

- Verifique toda a documentação essencial para regularizar seu comércio e contratar funcionários

- Calcule um preço justo e acessível para venda do produto

O Sebrae lançou um guia que aborda a história dos food trucks, o modelo de negócio e orienta os interessados passo a passo. Confira no link: Portal Sebrae