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O custo de morar sozinho

Morar sozinho, em uma república ou dividir um apê com amigos?

Maitê Marroni, 19 anos, não teve tempo de programar qualquer mudança. A internação de sua mãe fez com que ela deixasse a casa que dividia também com a avó para buscar uma renda e uma nova moradia. Estudante de Design Digital no Senac, conseguiu um emprego na faculdade, estipulou um valor que poderia gastar com aluguel e foi à procura de alguém para dividir um apartamento na mesma região. “Morar próximo da faculdade evitava o gasto com transporte”, conta.

Com alguns utensílios domésticos, como fogão e cama, Maitê arrumou uma parceira que já tinha geladeira, sofá e TV. “Então decidimos que o que faltava, iríamos dividir. Eu comprei a máquina de lavar roupa e ela fez alguns consertos necessários no imóvel”, lembra a universitária, que conseguiu eliminar os gastos com móveis e eletrodomésticos.

Mas, após 5 meses dividindo despesas, se viu perdida quando a amiga resolveu abandonar o barco para estudar fora. “O que eu ganhava de salário era o mesmo valor do aluguel e do condomínio, sem contar despesas com luz e internet”.

Maitê cometeu um dos erros mais comuns de quem busca morar sozinho: destinar praticamente todo o salário a despesas da casa. “É preciso pôr na ponta da caneta todos os gastos. Aluguel, alimentação, calçado, roupas, entretenimento, transporte, água, luz, telefone, internet. Após fechar a conta e ter um balanço, aí sim é possível tomar uma decisão”, alerta Fred Mendes, professor de Economia na Faculdade Anhanguera de Belo Horizonte (MG).

Planejamento é a palavra-chave para obter sucesso nesta fase da vida. Ainda de acordo com o especialista, é importante também estar pronto para os imprevistos. “A recomendação é que se poupe 30% do que se ganha, pois não há como prever adversidades. Os outros 70%, recomendo uma divisão que garanta pagamento das dívidas, investimento em qualidade de vida e em formação”.

Hoje, existem muitas fontes de pesquisa que ensinam o bê-a-bá do planejamento. Um bom exemplo é o livro Vida Organizada (Ed. Gente, 2014), da blogueira Thaís Godinho. Confira algumas boas dicas da autora:

• Economize com gastos que aparentemente não são nada. Qualquer R$ 1,50 no dia a dia resulta em R$ 45 no fim do mês. Este valor pode ser destinado à conta de água ou celular, por exemplo

• Não comprometa mais de 1/3 da sua renda com o aluguel. O ideal é 1/4. Isso significa que, se você ganha R$ 2 mil, o aluguel ideal é R$ 500, no máximo R$ 660

• Avalie se fica mais barato levar suas roupas a uma lavanderia ou comprar uma máquina de lavar

• Evite carnês, dívidas no cartão de crédito ou empréstimos. Você não vai conseguir pagar prestações e contas do mês ao mesmo tempo. Compre o básico para viver