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Intercâmbio x carreira: benefícios de uma experiência no exterior

Um intercâmbio pode ajudar a traçar caminhos promissores na carreira de qualquer profissional. E o mercado de trabalho sabe retribuir tal vivência. Um levantamento feito pela Catho mostra que o domínio de uma língua estrangeira pode representar uma diferença salarial de até 116,67%, em comparação a um que não tem conhecimento em outro idioma.

No entanto, a fluência não é a única questão avaliada pelas corporações. “Uma das grandes vantagens é o contato com uma cultura diferente, com outros mercados. Dependendo do curso que o jovem faz lá fora, terá de fato um diferencial em relação aos seus concorrentes”, explica Alberto Lopes, headhunter da Robert Half, umas das maiores empresas de recrutamento do mundo.

No ano passado, mais de 230 mil brasileiros foram para o exterior em busca de alguma formação, de acordo com dados da Belta - Brazilian Educational & Language Travel Association. O tipo de curso mais procurado é o intensivo para aperfeiçoamento de um idioma, mas também há procura por diploma de graduação.

Segundo a gerente de produto da EF - Education First, Lilian Honorio, quando se trata de uma formação superior fora do país é preciso ter alguns cuidados. “Vários cursos realizados em faculdades e universidades no exterior são válidos no Brasil, porém os que se enquadram na área Biológica não têm reconhecimento para exercer carreira aqui, como medicina, psicologia, biologia, biomedicina, enfermagem, fisioterapia, entre outros”, explica.

Além disso, a executiva alerta para que o estudante faça uma pesquisa sobre o processo seletivo da instituição escolhida. “Não existe padrão, cada escola exige um passo a passo específico”, enfatiza. Entre as análises, o processo de admissão inclui desempenho acadêmico no ensino médio, cartas de recomendação, questionários, testes e entrevistas.

Lilian também lembra que o processo para regularizar o diploma ou certificado inclui a validação de uma universidade nacional pública com curso igual ou similar, reconhecido pelo governo. “Os documentos passam por julgamento de equivalência, composta por uma comissão de professores. Se houver dúvidas em relação ao curso, a comissão pode determinar que sejam realizados exames e provas”, conclui.

Por: Margarete Ricciotti