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Uma incrível viagem de volta ao mundo analógico

Por Aline Nogueira de Sá

Músicas em mp3, fotografias digitais, filmes e vídeos na internet. Tudo isso pode representar a revolução tecnológica das últimas décadas. Mas, mesmo quem nasceu com todas essas mudanças em curso, pode preferir o que havia antes, o universo analógico.

É isso mesmo. Para alguns jovens, nada é mais interessante do que usar câmeras fotográficas analógicas, ouvir música em discos de vinil ou assistir a filmes em fitas VHS. Isso acontece com você?

"A máquina analógica traz uma nostalgia no ato de fotografar, por isso prefiro", diz a estudante Mayara Martins, 28 anos, que tem 4 para praticar seu hobby.

Ela explica: "Tem que esperar o melhor momento para usar o filme, tem a ansiedade de aguardar a revelação; tudo isso mexe com o olhar de quem fotografa e dá mais valor à imagem".

Esse comportamento acontece no mundo todo, a ponto de um professor de marketing da escola de negócios francesa Neoma Business School, Joonas Rokka, fazer uma pesquisa sobre o tema, que foi publicada recentemente.

"As mídias analógicas têm uma estética particular. Eu diria que é uma reação contra as mídias digitais", explica.

Para o pesquisador, esses jovens gostam da sensação de consumir e produzir coisas únicas, particulares, em que até as imperfeições têm valor.

Por outro lado, tudo o que está facilmente disponível e em grande quantidade (por exemplo, filmes na internet) parece não ter tanta importância.

Ritual

Para o DJ Diego Hungaro, 28 anos, dono de uma coleção de discos de vinil, é quase um ritual ouvir música colocando uma "bolacha" na vitrola, um ritual que não é possível no digital.

"Com o mp3, há tanta informação que raramente as pessoas prestam atenção em tudo. O legal do disco é que você acaba ouvindo músicas que escolheria ouvir. Dificilmente alguém que pega um disco não ouve pelo menos um lado inteiro. Ainda há o prazer de contemplar a capa e conhecer mais sobre aquele trabalho por inteiro", diz.

Para conhecer a pesquisa de Joonas Rokka, acesse Follow Me on Dead Media: Analog Authenticities in the Alternative Skateboarding Scene.