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Enquanto muitos jovens de 15 anos sonhavam com o futuro, Thaís Fernandes Araújo colocava a mão na massa. Em 2005, quando cursava o ensino médio, a paraibana apostou na produção de artigos customizados e abriu um perfil em uma rede social para comercializar calendários personalizados, montagens com fotos, vídeos, entre outros artigos. Sem grana para investir, a saída foi pedir adiantamento de 50% do valor de cada encomenda para produzir as peças. Assim nasceu a Presentes Especiais.

Em 2011, com os negócios bombando, Thaís precisou buscar novas parcerias. “Nunca fui artesã. Sempre projetei o design e o layout dos produtos, além de administrar a empresa. A mão de obra era terceirizada”. E se o forte de Thaís era o layout, ela resolveu investir em qualificação pessoal. “Sempre me identifiquei muito com o mundo da arte. Quando descobri o curso de Design de Produto da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) fiquei encantada, vi que tinha tudo a ver comigo”.

A faculdade ficava em outra cidade, o que exigia custo de transporte, alimentação e materiais para o curso. “Consegui financiar tudo com o lucro da minha empresa. Esse foi meu maior investimento a longo prazo”, orgulha-se.

Com mais de 25 mil produtos fabricados e 10 mil clientes atendidos, Thaís foi premiada pelo SEBRAE no início do ano passado. Ficou em 1º lugar no concurso Mulher de Negócios do Estado da Paraíba, e em 2º lugar do Brasil. Agora, a meta é mais ambiciosa: “Estamos terminando nossa oficina e investindo em maquinários para atender a demanda. O objetivo é quintuplicar o faturamento mensal em dois anos”, conclui.

Acesse o site Presentes Especiais.

Algumas empresas também tiveram um início modesto e hoje movimentam milhões. É o caso da Amazon.com. Em 1994, Jeffrey Bezos trabalhava como analista financeiro em Wall Street, mas acreditava que a internet, que ainda estava no início, poderia ser algo próspero. Então, resolveu mudar para Seattle e fundou a Amazon.com na garagem de casa. Hoje, a empresa fatura US$ 7 bilhões de dólares por ano.

Dez anos antes, Michael Dell, com 19 anos, começou a vender computadores que ele mesmo montava em seu quarto na Universidade do Texas (EUA). Hoje, a Dell Computers fatura mais de US$ 30 milhões/ano.

Por: Margarete Ricciotti