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Multinacional ou empresa familiar: qual a melhor opção?

Ao deixar a universidade e enfrentar o mercado de trabalho, muitos jovens encaram o dilema: trabalhar em companhias multinacionais ou empresas familiares? E é bastante comum torcerem o nariz para a segunda alternativa, considerando-as opções com problemas administrativos por sofrerem constante influência de parentes. Em contrapartida, as multinacionais ganham os sonhos dos recém-formados por apresentarem maior solidez econômica.

O site Universia fez uma pesquisa com 9.591 estudantes de nove países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Porto Rico, Espanha e Portugal) e descobriu que 40% dos entrevistados querem trabalhar em uma multinacional. Grande parte por vislumbrar plano de carreira, boa remuneração e benefícios.

No entanto, o que poucos sabem é que grandes corporações mundiais começaram como empresas familiares, como Novartis e Roche, da área farmacêutica, Walmart, Samsung Eletronics, Volkswagen, Nike entre outras.

Se de um lado temos as multinacionais com as melhores estruturas organizacionais, programas de capacitação, participação nos lucros e incentivos como assistência médica, de outro encontramos companhias que, apesar de manterem as características do fundador, têm buscado cada vez mais o alinhamento aos padrões de gestão do mercado. É o caso de Marcos Dei Santi, diretor de uma empresa do ramo de loteamentos em Americana, interior de São Paulo. A fim de valorizar seu quadro de colaboradores, o executivo adotou novas medidas.

“Hoje, praticamos o reembolso de 50% em cursos de graduação e pós-graduação para funcionários que já completaram um ano de casa, e investimos permanentemente em treinamentos internos e externos, além de oferecer aos nossos líderes total autonomia e independência na tomada de decisões”, afirma.

O empresário está no caminho certo, conforme aponta a pesquisa do Universia: 32% dos jovens julgam a empresa mais atraente de acordo com o desenvolvimento profissional e a possibilidade de promoção que ela propicia.

Não existe alternativa correta. O que vale mesmo é analisar se o seu perfil profissional se encaixa com os valores da empresa, e se seu projeto de vida está de acordo com o que a companhia tem a oferecer.

Por: Margarete Ricciotti