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Os desafios da nova geração literária

Escrever um livro não é coisa fácil. Desde o desenvolvimento de personagens até a criação de um enredo que prenda a atenção do leitor, o escritor deve estar atento aos mínimos detalhes, inclusive aos da publicação.

De acordo com uma pesquisa informal feita pelo jornal Folha de S.Paulo com 50 escritores brasileiros, apenas 4 conseguem sobreviver apenas com o lucro de seus livros vendidos. Já os outros 46 precisam recorrer a outros empregos para compor uma renda satisfatória.

Publicar o livro em forma de e-book ou disponibilizá-lo em sites como uma fanfic* interativa são opções mais baratas e rápidas, mas para quem sonha ver seu livro impresso, a jornada é mais complicada.

Encarando o desafio pela primeira vez, André Cáceres, autor de Cela 108, desabafa: “Encontrar uma editora é relativamente fácil. O difícil é achar uma que queira publicar porque acredita no seu potencial, sem cobrar nada por isso”.

Assim, muitos escritores buscam o apoio de possíveis leitores em sites de crowdfunding (financiamento coletivo) ou até escolhem bancar seu próprio livro. “Infelizmente, acho que ter contatos ainda é o fator mais importante”, diz André.

As editoras ainda preferem investir em tradução de livros estrangeiros com a certeza de que gerarão mais lucro do que lançar um novo autor. A questão dos royalties, ou seja, do lucro do escritor, também é um assunto delicado. De cada exemplar, o autor recebe apenas de 5% a 10% do valor de venda.

Apesar das dificuldades, André afirma que não consegue ver sua vida sem a escrita, já que para ele “o que se escreve fica marcado mesmo depois que o escritor já se foi”. Inspirador, não?

*Fanfic é a abreviação do termo inglês fan fiction - ficção criada por fãs. São contos ou romances escritos e divulgados por fãs em blogs e sites, que usam personagens e enredos de livros e filmes a fim de criarem universos paralelos para a história.

Por: Gabriella Baliego