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Medicina foi a carreira escolhida por Thales Wenzel, 22 anos, quando ainda estava no Ensino Médio. Ele chegou a fazer provas para o pré-vestibular, mas o questionamento de um amigo aos 45 do 2º tempo colocou uma interrogação em sua cabeça: “Você já ouviu falar do curso para desenvolvimento de games?”.

“Eu havia escolhido Medicina porque gostava de Biologia no colégio, mas quando ele me fez aquela pergunta, resolvi pesquisar sobre o assunto e me interessei”, lembra o profissional que atua no setor de Controle de Qualidade de uma produtora de entretenimento digital de São Paulo.

Um designer de games deve ter como principal característica a criatividade, pois é necessário criar o conceito e projetar os jogos. Na área, o profissional pode optar por algumas funções mais específicas, como roteirista, artista gráfico, profissional de animação e modelagem 3D, programador, entre outras.

Muitos cursos habilitam o interessado a trabalhar no universo dos jogos. É possível encontrar profissionais com graduação em Ciências da Computação, Matemática Computacional e uma série de outras possibilidades, como Marketing, gerente de projetos, produtor, roteirista e até tradutor.

No entanto, é importante ter em mente que gostar de jogar não é suficiente para trabalhar na área. “O ideal é saber um pouco de tudo, tecnologia, programação, música, arte, pois as áreas estão interligadas e, em uma pequena empresa, o designer de games pode ficar responsável por várias funções do projeto”, aconselha Thales.

A gamificação no Brasil

No País, o mercado de games está em expansão. Segundo dados da Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), a indústria cresceu entre 9% e 15% nos últimos 5 anos, com criação de 4 mil empregos e movimentação de R$ 900 milhões/ano. Ainda de acordo com a associação, 61 milhões de brasileiros jogam algum tipo de game. Os números são bem animadores, mas ainda deixam o País em 4º lugar no ranking mundial, atrás de Estados Unidos, Japão e Reino Unido.

Uma das explicações para esse crescimento é a ampliação dos games para plataformas como celulares e tablets. Uma pesquisa realizada pela consultoria Sioux, em parceria com a Blend, revelou que o smartphone é a plataforma preferida dos jogadores, com 32% dos votos. Um dos fatores determinantes é a questão da mobilidade.

Por: Margarete Ricciotti - Jornalista com mais de 15 anos de experiência e passagens por grandes redações.