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As peças fundamentais de um plano de carreira

A escolha da profissão é uma missão bem difícil para quem está aspirando à vida adulta. Tantas responsabilidades e você mal saiu do ensino médio... Por isso, muitos jovens acabam escolhendo uma carreira que não têm muita afinidade porque se sentem pressionados pelos pais, amigos, e assim acabam não concluindo o ensino superior ou optando por outra carreira.

É o caso de Gabriel Cosme, 27 anos. Incomodado com os questionamentos do pai sobre seu futuro profissional, resolveu cursar Educação Física. “Sempre me considerei péssimo aluno e não pretendia fazer faculdade. Mas como minha irmã era ‘nerd’ e já estava formada, gerou uma cobrança. Acabei optando por Educação Física porque sempre gostei de esportes”, conta. Mas, durante o 2º ano, desistiu. “Não avaliei o mercado e percebi que não estava curtindo o curso”.

De acordo com a consultora da Thomas Case, Marcia Vasquez, a escolha por uma profissão deve ser feita com muito cuidado e não sob pressão. “Essa análise permite identificar interesses e aptidões do estudante, para que ele possa desenvolver seus talentos e adquirir competências”, avalia. “Fazer pesquisas e conversar com profissionais evita futuras frustrações com a profissão”, completa.

Para Gabriel, a desistência é que gerou frustração. “Estava saindo de uma faculdade sem ter outra em vista. Então parecia que eu não queria nada com a vida, mas não era isso”, lembra. Até que, conversando um com amigo, ficou interessado em automação industrial. “É uma área que tem bom mercado de atuação. O curso é difícil, exige muita concentração, mas estou cada dia mais interessado”, afirma o estudante que já definiu onde pretende atuar: desenvolvimento de projetos.

No caso de Camilla Marangao, 28 anos, a primeira graduação foi em Artes. “Optei por esse em curso porque queria trabalhar em museus para fazer reparos”, lembra. Mas quando foi trabalhar em uma escola ministrando oficinas, descobriu um novo universo. “Comecei a pensar em ser uma coordenadora pedagógica e até, quem sabe, supervisora”, conta a estudante do 4º ano de Pedagogia que dá aulas para o ensino fundamental.

Segundo especialista da consultoria Robert Half, Alberto Lopes, se a 1ª tentativa não deu certo, é importante não desanimar. “O universitário precisa entender se aquele caminho faz sentido para ele. Não adianta ter um bom retorno financeiro ou ser a profissão que os pais sonharam. Para ter sucesso, a carreira precisa satisfazer a pessoa”, conclui.